terça-feira, 28 de junho de 2011

O caminho das pedras

Olá! Acabamos de atualizar o índice das principais colunas que escrevi para o G1. Assim, temos um be a bá do concurso, que pode ser consultado de acordo com a sua situação no momento.

Se você está chegando agora ao mundo dos concursos,  sugiro começar pela coluna 1. Assim que definir a área escolhida, há informações complementares nas colunas de orientações específicas. Em seguida, as colunas 2 a 4 mostram como começar a estudar.

Se você já vem estudando há um tempo, mas encontra dificuldades, as colunas 2 a 4 serão muito úteis. 

As 5, 6 e 7 são específicas para quem já está começando a fazer as provas.

Tudo isso, levando em conta o que considero a melhor preparação: com antecedência. Se você já iniciou os estudos com edital publicado, talvez seja melhor ir diretamente às colunas 2 a 7.

A lista final de "Outras informações importantes" é também bastante interessante para situar o candidato no mundo dos concursos. Conhecer as características do projeto ajuda a lidar melhor com as dificuldades, quando elas surgirem, e a usar melhor as oportunidades. 

Aproveitem!



  4 - técnicas de estudo (em vídeo)
  6 - saiu o edital - o que fazer?

Orientações específicas por áreas/tipos de concurso:

. concursos municipais 


Outras informações importantes: 

. concurso de a a (quase) z
. vantagens e riscos - como agir?

terça-feira, 21 de junho de 2011

Na bike, como nos concursos e na vida


Olhar à frente e escolher o melhor caminho. Não focar em pedras, valas ou outros obstáculos. Assumir o controle, manter o equilíbrio e seguir.

Parece filosofia de vida, mas são as orientações do meu instrutor de mountain bike. E não é que fazem todo sentido também no mundo dos concursos?

No início, como todo bom iniciante, não acreditei muito. Olhava para as pedras do caminho com medo de bater nelas e... era obrigada a pular da bicicleta, que ia diretamente para onde eu não desejava. E as valas, profundas, rasgando a estrada de terra? Como não olhar? E se a bike caísse ali? Experimentei várias vezes a minha teoria e em todas elas a bicicleta era irremediavelmente atraída para o buraco; precisei frear e sair da bicicleta. Depois, achei que valeria a pena seguir –ao menos uma vez- as orientações do professor. Olhar para a frente e escolher o caminho a seguir. Funciona, gente! Desci pirambeiras inacreditáveis -passando por pedras, buracos e valas- sem cair. 

Na hora, vi que aquilo era filosofia pra concurso público! Quantas vezes ficamos agarrados às dificuldades, pensando no que pode não dar certo, em vez de escolhermos o melhor caminho à frente? Haverá pedras, valas e até precipícios em alguns casos. Mas sempre há um espaço pra gente passar. É ali que devemos focar a nossa atenção e energia. E, quando chegarmos ao final da estrada e olharmos pra trás, nos surpreenderemos com tudo o que fomos capazes de superar.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Niver!


50 anos. 

Pois é, tudo isso.

Achei que seria pior, mais difícil, mais dolorido. Na verdade, estou achando bem bacana este "meio século" de existência. Não tem cara de fim (ainda bem!), mas de meio mesmo. Tenho muita coisa a descobrir, a realizar... Andei um bocado, tropecei outro tanto, acertei e errei sei lá em qual medida. Mas, tô viva, vivinha! 

O mais engraçado é que a gente passa a vida escondendo a idade, mas agora eu me sinto confortável e orgulhosa de estar bem aqui.

Quis fazer um balanço de algumas coisas. Parei pra lembrar quem caminhou comigo pedaços da estrada e não passou no tempo –ao contrário, deixou sua marca e ficou na minha intimidade. 

Pensei também em quem está agora ao meu lado, neste novo momento.

Não é tão pouca gente que coubesse na minha casa. Nem tanta assim, que não se possa contar. Mas é gente colecionada com cuidado, gente muito especial pra mim. E isso é bastante coisa!

Por tudo isso, e por algumas coisas mais, hoje é dia de celebrar.  

Agradeço por todas as bênçãos recebidas, que me trouxeram até aqui. E peço proteção e coragem para caminhar sempre, haja o que houver, na direção da vida.

Agradeço imensamente o carinho de todos vocês que me acompanham neste fantástico mundo virtual, que torna próximas pessoas distantes no tempo e/ou no espaço. 

Um beijo muito especial!
                                                           Lia

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Voltando ao normal

Caramba, sumi, né? Foi mal... Quem puder me acompanhar no facebook e no twitter, que são mais ágeis, não vai ficar tanto tempo sem notícias, porque consigo “aparecer” por lá com mais frequência. Quem não quer ter twitter, pode acompanhar aqui ao lado as minhas postagens.

Bem, estou de volta, com questões de Habilidades no Atendimento, matéria específica para o Banco do Brasil. É uma ótima oportunidade de direcionar melhor o estudo e avaliar o conhecimento. Bom treino!

A propósito, a coluna da semana no G1 é exatamente sobre o estudo para a área de bancos e falamos detalhadamente sobre o Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES e Banco Central. Clique >>aqui para ler.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Concurso público é democrático

         

Que os concursos públicos são uma forma bastante democrática de acesso a uma vida melhor, com bom salário, segurança e condições de planejar o futuro, isso todo mundo sabe. Mas talvez escape a alguns os diversos aspectos em que a coisa se dá.

O ponto de vista mais óbvio é o da possibilidade de concorrerem pessoas de classes sociais, sexos, origens, estado civil, idades e outras características diferentes em absoluta igualdade de condições, dependendo apenas do seu desempenho na hora da prova.

Mas há outro fato que sempre me chamou bastante a atenção: não há data limite para ser aprovado. Isto significa que cada concurseiro pode se preparar no tempo que for possível, dentro das suas condições de vida. Então, cada um vai trilhar a sua maratona de acordo com o seu ritmo pessoal, que é definido por: disponibilidade maior ou menor de tempo para estudar, possibilidade ou não de ingressar num curso preparatório, dificuldades ou facilidades diante de determinadas matérias, existência ou não de hábito de estudo, entre outras. Assim, nosso atleta tem a chance de intensificar aos poucos sua preparação, sedimentando e aprofundando os conteúdos, amadurecendo a estratégia de prova, até a vitória final, que acontecerá quando ele estiver pronto. Por isso, acho que não vale a pena comparar-se com colegas de empreitada. Afinal, cada um tem a sua história e um diferente conjunto de fatores que interferem na caminhada.

Foi isso o que permitiu que eu, mulher, com certa idade, divorciada, quatro filhos, sem estudar há mais de dez anos e sérias dificuldades nas matérias exatas, ainda assim pudesse ser aprovada, após três anos, num concurso da área fiscal na cidade do Rio de Janeiro. Tenho amigos que passaram com menos tempo de estudo. Outros, que levaram mais ainda. Mas, todos os que seguiram estudando, são hoje servidores públicos. Cada um conquistou a vaga a seu tempo.

Mesmo em termos geográficos, o acesso aos concursos é hoje muito mais democrático. Há alguns anos, havia acentuada predominância dos grandes centros. Notadamente, Rio de Janeiro – por ter sido capital do país e ainda contar com muitos órgãos da Administração Pública, onde se construiu uma tradição de serviço público, e Brasília – por ser hoje a capital administrativa – apresentavam a maior concentração de candidatos bem preparados. Em outros pontos do país pouco se pensava em concurso como possibilidade de emprego. São Paulo, mesmo como grande centro, tem tradição de oferta de postos de trabalho na indústria e nas fábricas, e isso afastava um pouco o concurso público das perspectivas do cidadão.

O que vemos hoje é um interesse crescente por esse mercado. Concurso público está na ordem do dia em jornais, rádios, tvs, internet, sites de notícias. Passou a fazer parte da vida das pessoas. Todo mundo conhece alguém que é servidor ou está-se preparando para. A maioria das pessoas já pensou na possibilidade de se candidatar e deseja informações mais detalhadas. Isso criou um segmento na economia bastante rentável, inclusive. São cursos, editoras especializadas, feiras, que movimentam o mercado e empregam muita gente, não diretamente no serviço público, mas em razão dos concursos.

Acompanhando esse aumento da visibilidade dos concursos vem a tecnologia, trazendo o ensino à distância – seja via internet ou satélite – permitindo que pessoas nos mais distantes pontos do país tenham acesso aos mesmos professores que os candidatos de uma grande cidade. Cada opção oferece vantagens e desvantagens e a escolha deve ser feita conforme o perfil do concurseiro. A internet talvez seja um pouco fria, em razão de o aluno estudar sozinho em casa, sem compartilhar o dia a dia de outros concurseiros (apesar de que também temos fóruns de discussão, que minimizam esse isolamento). Por outro lado, pode-se assistir às aulas no horário mais conveniente para o aluno e não há despesas com transporte, nem gasto de tempo com trânsito e engarrafamentos. Já o ensino via satélite, utilizado por cursos que se multiplicam em franquias pelo país, oferece a vantagem da qualidade da informação de professores experientes localizados em tradicionais pólos de concurso, aliada à convivência em salas de aula, onde a troca de experiências permite que o aluno sinta-se parte de um grupo que tem o mesmo projeto de vida. Isso suaviza um pouco as dificuldades, que são comuns a todos, e potencializa os ganhos.

Atualmente, temos ainda opções gratuitas em sites e blogs especializados que, além de orientações, muitas vezes oferecem aulas sobre diversos conteúdos e questões para treino.

Bons tempos esses, em que existem oportunidades de qualidade, com possibilidades para todos, o que garante efetivamente a democracia no acesso aos concursos públicos.

Aproveite, então, e construa o seu modelo de preparação. Encontre o seu jeito de caminhar para a vitória!

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Curtinhas


  • A coluna da semana no G1 é sobre o concurso da Dataprev. São muitas vagas (1.890 geral + 117 PNE) para todo o Brasil. Todos os cargos são de nível superior. Alguns exigem graduação, outros aceitam tecnólogo. Clique >> aqui para ver os detalhes.



Beijos!

domingo, 8 de maio de 2011

Ser mãe



Ser mãe é tarefa inalienável e imprescritível. Árdua missão, por conta do tamanho da empreitada  -se a queremos levar a cabo a contento-, e pelos riscos que envolve.

Erramos quando protegemos demais, quando cuidamos de menos. Quando colocamos os filhos antes da gente; em outros momentos, quando não o fazemos.

Que possamos ter a clareza de nunca tentar formatá-los, nem compará-los a ninguém.

Que possamos ser o apoio seguro quando eles precisarem, e que tenhamos a sabedoria de ficar na arquibancada assistindo ao seu caminhar, quando isso for o indicado. Mas que possamos nos perdoar quando confundirmos tudo e fizermos exatamente o contrário.

Que tenhamos coragem de olhar nos seus olhos e perceber como eles estão, de verdade. Que tenhamos sabedoria para ouvir suas queixas e entender que são apenas pedidos. Humildade para reconhecer quando damos alguma mancada, e serenidade para corrigi-la ou, simplesmente, pedir desculpas. Mas que tenhamos a firmeza necessária para ensinar o respeito e a compaixão. E que o façamos com atitudes diárias e não com sermões.

Difícil tempero esse, de saber onde e quando interferir. Por vezes o mais adequado é somente olhar, rezar para que tudo dê certo, e permanecer na retaguarda, caso algo saia errado. E nunca, nunca, nunca dizer: “eu avisei!”. Apenas estar ali, solidária, e aguardar o próximo passo.

Mas, como estar sempre “ali”, se por vezes não estamos nem “aqui”? Não percebemos coisas que nos acontecem e nem fazemos o que deveria ser feito. Claro, estamos também em construção. Assim, falhamos; muito mais do que gostaríamos, mais do que deveríamos. É uma longa estrada para todos: para nós mães, para os nossos filhos, para as nossas mães.

Eu gostaria muito de saber antes, desde o início, coisas que somente agora aprendi. Gostaria de ter acertado mais e errado menos com meus filhos. Comigo também. Ainda bem que existe o perdão. Eu tento me perdoar pelo que fiz demais e de menos com os meus filhos. Perdoo também a minha mãe em suas falhas. Porque precisamos estar livres para construir cada novo momento.  E quero vivê-los com alegria. Porque não há nada mais prazeroso do que observar nossos filhos, em todas as idades, caminhando pela vida.

Parabéns a todas as mães, que mesmo sabendo que vão errar muitas vezes, buscam fazer o melhor a cada dia. Parabéns pela sua coragem, pela dedicação. E que o dia de hoje seja harmonioso e alegre.

Parabéns especiais às mães concurseiras, que rasgam o coração todos os dias quando se afastam dos filhos para seguirem na luta de conquistar uma vida melhor. Suas ausências serão perdoadas, alguma impaciência também. Afinal, vocês são concurseiras e merecem toda a nossa admiração.